Verdades e mentiras 
contidas no livro!

 

1 - O artigo Crise de amor próprio, de Josias de Souza, foi publicado no jornal Folha de S. Paulo, em 31/01/1993, página 2 do primeiro caderno.

2 - O Esporte Clube Democrata nunca foi campeão da Copa do Brasil nem da Taça Libertadores da América. Mas foi o primeiro clube do interior de Minas Gerais a disputar a Copa do Brasil, em 1992. Disputou novamente em 1995 e 2007. Por pouco não foi à Libertadores.

3 - Neste livro, o time do Democrata que disputa a final do Mundial Interclubes contra o Milan é uma seleção de grandes jogadores da Pantera dos anos 1970, 1980 e 1990. Só feras! É uma homenagem do autor aos craques que em diferentes épocas levantaram a torcida no Mamudão com golaços e jogadas sensacionais.

4 - Dorival Knipel, o Iustrich (cuja grafia do sobrenome é com i e não com y), foi técnico do Democrata em 1981, e levou a Pantera à conquista do título de Campeão da Taça Minas Gerais naquele ano.

5 - O time do Milan que joga contra o Democrata nessa história (sem pé, nem cabeça) é uma homenagem do autor ao genial diretor de cinema Federico Fellini, italiano, de Rimini. Os nomes citados na escalação são personagens do filme Amarcord, de Fellini, com o luxuoso reforço de Nino Rota (autor da trilha sonora de Amarcord), Tonino Guerra (coautor do roteiro de Amarcord) e pelo ex-primeiro-ministro da Itália, Benito Mussolini, personagem histórico em Amarcord.

6 - O trio de arbitragem do jogo Democrata x Milan é também uma homenagem a três grandes diretores do cinema mundial: Pedro Almodóvar, Akira Korusawa e Jean-Luc Godard. E o juiz regra três? Ah, deixa pra lá.

7 - O narrador do jogo é Carlos Augusto de Albuquerque, que atualmente narra os jogos do Democrata na Rádio Mundo Melhor. O seu estilo de narração foi descrito em todos os trechos em itálico que se refere à transmissão radiofônica.

8 - A Torcida Organizada Pantera Cor-de-Raça é a maior torcida organizada do Democrata e a maior torcida organizada de clube de futebol do Interior de Minas. Invejada por todas as torcidas dos clubes do interior, a PCR foi fundada em 1988 e acompanha o Democrata em todos os jogos. Menos na Lua, é claro!

9 - O estádio do Democrata tem o nome do seu ex-presidente, José Mammoud Abbas, que foi o responsável pela sua construção no início dos anos 1960. Zé Abbas, como era conhecido, tem descendência libanesa. O sobrenome Mammoud tem grafia muito próxima da grafia do nome do presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Zeidan Abbas (desde 2008), que foi um dos fundadores do grupo Al-Fatah, junto com o ex-presidente da Organização pela Libertação da Palestina (OLP), Yasser Arafat. Salve, Mamudão!

10 - A emigração de valadarenses para os Estados Unidos é um fato que notabiliza Governador Valadares em todo o Brasil e é objeto de estudos em várias universidades brasileiras e do exterior. Neste livro, o personagem fictício Jeffrey Thompson MacDowell, que conhece tudo sobre Governador Valadares, foi inspirado na professora Maxine L. Margollis, Ph.D. em Antropologia (e que já fez citação deste livro em artigo), pesquisadora da Universidade da Flórida (USA), e que pesquisa sobre a emigração de brasileiros para os Estados Unidos. Ela escreveu o livro Little Brazil – An Ethnography of Brazilian Immigrants in New York City. É “peixa” dos valadarenses.

11 - É comum a imprensa nacional colocar no mesmo saco todos os emigrantes de cidades vizinhas a Governador Valadares, denominando todos eles como valadarenses. Nesse erro comum, os mineiros de Sobrália, Guanhães, Coroaci, Alpercata, Conselheiro Pena, Tarumirim e tantas outras cidades próximas de Governador Valadares, são identificadas como valadarenses, ou seja, mineiros de Governador Valadares. Let it be!

12 - Entre 1993 e 1997, durante o governo do prefeito Paulo Fernando Soares de Oliveira, de Governador Valadares, o slogan da sua administração era “A força que vem do povo”. Curiosamente, era o mesmo slogan do governo do Rio Grande do Sul, entre 1991 e 1995, quando o governador do “Rio Grande” era o pedetista Alceu Colares.

13 - O título deste livro faz referência ao samba “Vai passar”, de Chico Buarque. “Seus filhos erravam cegos pelo continente, levavam pedras feito penitentes, erguendo estranhas catedrais. E um dia, afinal, tinham direito a uma alegria fugaz, uma ofegante epidemia que se chamava carnaval”. O samba era ouvido com frequência pelos torcedores da Pantera Cor-de-Raça nas viagens pelas cidades mineiras para ver o Democrata jogar.

14 - Várias situações que envolvem os torcedores do Democrata neste livro, aconteceram de fato. Se não aconteceu em Tóquio, aconteceu em Juiz de Fora, Varginha, Itabira, Belo Horizonte, Manhuaçu, Passos, Andradas. Se não aconteceram dentro de um Boeing da JAL, aconteceram nos ônibus cacarecos que viajavam pelas rodovias mineiras, todas em petição de miséria. Os personagens dessa epopeia foram inspirados em alguns torcedores, que marcaram época nos anos 1990.

15 - As frases em língua inglesa aplicadas ao texto são traduções livres do gênio Millôr Fernandes, contidas no livro “The cow went to the swamp”, ou seja, “a vaca foi pro brejo”. Em seu livro, Millôr traduziu para a língua inglesa alguns ditos populares que estão na boca dos brasileiros. Outras traduções foram feitas por conta e risco do autor.

16 - Os títulos dos capítulos estão em inglês/português e debaixo deles, o autor homenageou os estúdios de dublagens que marcaram época na TV e no cinema. A voz aveludada de Márcio Seixas é inesquecível: “versão brasileira, Herbert Richers”. Os estúdios homenageados foram: Herbert Richers, Cine Castro, Odil Fono Brasil SA, Dublasom, Álamo, AIC, Parisi Filmes, Telecine, Maga, VTI Rio, Delart, Centauro, Peri Filmes, Mastersound, Dublavídeo, TV Cine Som e Windstar.

17 - Essa história é ficção pura. Qualquer semelhança com fatos reais será mera coincidência. Ou não!